12 outubro, 2009

DROGADO




Drogado
Edson Carlos Contar

Sem rumo, nem prumo.
Sem norte ou destino
Cruel desatino
Me faz só vagar
E a vaga do tempo,
Não traz um alento
Que apague o tormento
No meu caminhar

Em que pese o juizo
Sem peso preciso,
Ainda é lembrança
Teu vulto mulher...
Me toca a memória
O fim de uma história
Deixada no tempo,
Num canto qualquer.

Se foi realidade,
Na insanidade,
Eu busco a verdade
Da tua existência...
Mas tudo se perde
No éter sombrio
Que empola e agrava
A minha demência.

Na poeira do tempo
E no pó fantasia,
Eu sei que um dia,
Amores vivi
E se fostes verdade
A cruel realidade
É pensar que pra sempre
Então, te perdi .


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