26 agosto, 2017

12 abril, 2010

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10 abril, 2010

RESPEITÁVEL PÚBLICO !...



RESPEITÁVEL PÚBLICO ...

             Edson Carlos Contar


Se a vida é pão e circo,
Sou mais circo do que pão.
Sou palhaço, trapezista,
Sou o mágico, o artista,
Sou herói e sou vilão...

Domador de contratempos,
Ritmista e equilibrista,
Faço rir, faço chorar.
Sob a lona do universo,
Me apresento em prosa e verso,
Aos aplausos do sonhar...

O parco pão eu divido,
Com selvagens animais,
E se no trapézio vacilo,
Batem palmas, querem mais...

Se provoco poucos risos
Ou , na corda eu oscilar,
Não há truques ou magia,
Nem platéia, nem coxia,
Pro meu show continuar.

Mesmo só no picadeiro,
Me entrego por inteiro,
No show que a vida escreveu...
Tem meu jeito, minha cara,
Show que é vida e que não pára,
Onde o espetáculo, sou eu!...


(parte do meu texto de roteiro da peça O Grande Circo Brasil)

DESEJOS


DESEJOS

                                                        Edson Carlos Contar

Quando parar o relógio do meu tempo, terei deixado apenas letras interrompidas, do muito que queria, ainda, escrever...
O outono terá terminado e sua última folha descansará sobre meus versos...
Se me for dado um último desejo, pediria que meus rabiscos se tornassem um candeeiro a iluminar caminhos dos românticos e solitários do amor...
Que minha poesia percorresse o mundo, traduzida em linguagem de paz, amor e fraternidade...
E que você guardasse os poemas que minh'alma escreveu, nas madrugadas vazias, sob a neblina da saudade.


Tradución: Ninfa Duarte

Cuando pare el reloj de mi tiempo, habré dejado sólo letras interrumpidas, del mucho que quería, todavía, escribir...
El otoño habrá terminado y su última hoja descansará sobre mis versos...
Si me fuere dado un último deseo, pediría que mís escritos se volviesen un lucero para iluminar caminos de los románticos y solitarios del amor...
Qué mi poesía recorriese el mundo, traducida en lenguaje de paz, amor y fraternidad...
Y que tu guardase los poemas que mi alma escribió, en las madrugadas vacías, bajo la neblina de la añoranza.





09 abril, 2010

REFÚGIO


REFÚGIO

Nenhum ser humano sabe os seus segredos...
Só o mar vem buscar seus recados, cujo destinatário
parece responder, enviando carícias na brisa que sopra seus cabelos.
Logo, o sol deixará um último beijo em sua face e dará lugar ao luar...
E o luar trará, talvez, a poesia que espera ouvir no marulhar das mansas ondas
que lambem as pedras, deixando marcas que só ela sabe traduzir...
E o oceano entoará uma suave melodia em parceria com o vento...
E então, finalmente, só ela percebrá no horizonte prateado
a imagem do poeta que partiu, um dia...

Edson Carlos Contar
Campo Grande Ms

setembro/2009

NO OUTONO DA VIDA


NO OUTONO DA VIDA...
            Edson Carlos Contar

Antes que chegue o inverno
E nos cubra em brancas plumagens,
Vivamos o outono da vida,
A recordar primaveras floridas
E dos mornos verões as imagens.

E a brisa, que sopra tangendo,
Traz no ar melodias saudosas,
E as folhas flutuam em lembranças
De uma vida em mares de rosas.

Nossas mãos já marcadas no tempo
Se entrelaçam em ternura e carinho,
E, em silêncio, nossos pensamentos
Se encontram no mesmo caminho.

De um desejo fazemos segredo,
Só a Ele ousamos pedir...
Que juntos, sem dúvida ou medo,
Desejamos juntinhos partir...






TRAVESSIA


TRAVESSIA

   Edson C. Contar 


Melancólico, vago,
Vaga valsa vazia,
Vadiamente baldia.
Vestindo anatomia,
Vou vagar na magia,
Valer-me da acefalia.
Vencer barreiras fictícias,
Varrer a monotonia,
Viajar na alquimia,
Vacante da egolatria...

Vou fazer a travessia
E encontrar-te,
Nesse dia...


Travessia

Melancólico, vago
Plaza vals vacía
Vadiamente baldía
Vistiendo anatomía
Voy a vagar en la magia
Valerme de la acefalia
Vencer barreras ficticias
Barrer la monotonía
Viajar en la alquimia
Vacante de la egolatria...

Voy a hacer la travesía
Y encontrarte
En ese día.


QUANDO O POETA SE CALA...


QUANDO O POETA SE CALA...
                       Edson Carlos Contar

Há algo mais que poesia no ar...
Algo vindo de alguém,
Que do poema vai além,
E faz o poeta chorar...

E em pensamentos controversos,
Ele se perde nos versos,
Nas imagens e na canção...
Sentindo em tal mensagem,
O sabor de uma viagem
Pelas raias da paixão.

E se cala em devaneios,
Sem rimas e sem floreios,
Sentindo a alma iluminada
Por uma luz envolvente,
Que focaliza somente,
A imagem de sua amada...


CUANDO EL POETA SE CALLA...


Edson Carlos Contar


Hay algo más que poesía en el aire...
algo proveniente de alguien,
que del poema va más adelante,
y hace al poeta llorar...


Y en pensamientos discutibles,
él se pierde en los versos,
en las imágenes y en la canción...
sintiendo en tal mensaje,
el sabor de un viaje
por las rayas de la pasión.


Y se calla en devaneos,
sin rimas y sin floreos
sintiendo el alma iluminada
por una luz envolvente,
que focaliza solamente,
la imagen de su amada...
















DEVANEIO POÉTICO


DEVANEIO POÉTICO

       Edson Carlos Contar

Hoje, viajei de verso em verso,
Fiz poema controverso,
Num mundo de fantasia.
Vaguei no infinito universo,
E não fiz nenhum progresso,
No processo da poesia...

Faltou expressar o sentimento,
Revelar o meu momento,
Que é real, sem ilusão.
Percorrer os caminhos da verdade,
Versejar a realidade,
Que é você, minha paixão...



DESERTO DO MEU "EU"

DESERTO DO MEU “EU”

Edson Carlos Contar

Em volta de minha alma, um vazio...
Um nada sem oásis, sem finito,
Um céu que não se vê, não se contempla,
Um silêncio sem o eco do meu grito...

O sol se alia ao vento
E me castigam.
Na pele sinto a morte bafejar.
Eu sigo... Tenho Alá como amigo,
Com Ele chegarei
A algum lugar.

E lá, talvez atrás daquelas dunas,
Se torne a miragem realidade,
Terei então, finalmente, te encontrado,
Além deste deserto da saudade.

Oásis que será então meu pouso,
Repouso de minha alma e meu viver.
E dele serás sempre a rainha,
E eu, serei teu rei, até morrer...




LADAME DE ROUGE


LA DAME DE ROUGE
                Edson C Contar

Qui est cette femme ?
Será o vulto do meu sonho interrompido?
Um delírio de meu coração solitário?
Se for real, onde andará
Voilá!...C'est toi !
Celle qui habite mes vers
Et sera réalité dans mes bras...



RETRATO DE PALHAÇO


RETRATO DE PALHAÇO

Ele fez das desilusões a estrutura,
Dos dissabores a lona desbotada.
Cercou-se num picadeiro de tristeza,
E encenou a comédia inacabada
Do desencanto, com amores e paixões,
Sentindo-se no circo do abandono,
Palhaço das perdidas ilusões!...

Série Gotas
Edson Carlos Contar

PRESENÇA EFÊMERA
                                   Edson Carlos Contar

Quando o sol banhar teu corpo,
Serei eu a cobrir-te em cálidos beijos de amor...

Se buscares a sombra,
Terás no vento minhas carícias...

Se a chuva cair e molhar teu chão,
Serão lágrimas de minha saudade...

E, cada flor que desabrochar em teu jardim,
Um verso a mais, no meu poema de amor por ti...

Pois que, sois musa...
Uma das muitas que meu coração volúvel
elege a cada instante








NO ETER

Recolhe no éter a mensagem que o vento
roubou de minha alma !
Era um segredo meu...
Agora, saberás do meu amor contido.

Edson C Contar
curtas/2010

RETICÊNCIAS


. . .

Edson C Contar

Não há mais o que pedir, nem esperar...
Há apenas um suspiro a revelar
Que morre aos poucos o meu nada,

Do tudo que tive e perdi...

MEDO

MEDO

           Edson Carlos Contar


Prometi fazer versos por ti.
Tive medo,
Não os escrevi...

Prometi cantar em serenata
O amor que sinto...
Perdi a voz,
Tive medo, consinto.

Prometi
ser teu amor por todo o sempre.
Tive medo...
Parti.

E agora, longe e solitário,
Grito reclamando tua presença,
Meu canto é triste, rouco, desafinado.
Escrevo versos que não chegam a tí...

Tenho medo,
E por ter medo
Te perdi...

SÓ MAIS UM DIA...


MAIS UM DIA

                 Edson Carlos Contar

Para minha querida mãe, ausente...

Só mais um dia...
Era tudo o que eu queria,
Para dizer o que sinto...
Dizer o "te amo" guardado
Dar-te o beijo negado,
Enquanto estive a teu lado
O que, só hoje, consinto.

Dar-te o abraço, o afago,
Te olhar nos olhos cansados,
Penetrar em tua alma pura,
Fazer-te uma última jura,
De não esquecer-te, jamais!

Adormecer em teu colo,
Deixar que me afagues os cabelos,
Sonhar com a Virgem Maria,
Que me concedeu o milagre,
De ter-te comigo...
Mais este dia.

Tua bênção, mãe querida!

HERANÇA


Herança

Edson Carlos Contar


Juntei cifras e palavras
Das melodias que cantei.
Guardei versos de poesias
Que um dia imaginei.
Reuni letras e figuras
De um livro que não publiquei.
Fiz de tudo um só arquivo
E num baú eu deixei...

Tomara Deus chegue o dia,
Que alguém encontre ao acaso
Meus sonhos ali guardados.
E faça um lindo romance
Que o mundo inteiro alcance
E chegue aos enamorados.

Se perguntarem do autor,
Digam que foi um qualquer...
Mas tudo que está escrito,
No amarelado papel,
São relíquias de um grande amor,
Herança de uma mulher.





ARPEJO DA SAUDADE


ARPEJO DA SAUDADE
                                Edson Carlos Contar

Espanto a saudade, meu sofrer, meu espinho,
No arpejar delicado de uma linda canção.
E você vem...Vem chegando, mansinho,
E a minha desdita se faz emoção...

Y sueño encontrarte en realidad
Con la misma emoción
De los tiempos de ayer

Te quiero con alma
Con toda pasión
Pues eres mi vida
Mi cielo
Y mi ser...

E sigo cantando
Tentando acordar-te
Do sono que um dia
refúgio se fez,
Do meu abandono
Do meu gesto ingrato,
Da minha loucura,
Minha insensatez...

En Dios espero
Que un dia te llegue
Mi arrepentimiento
y mi emoción...
Y seas entonces
Otra vez mi amada,
Y me des como regalo
Tu amor, tu perdón !

ANJO DEVASSO


Anjo Devasso

            Edson C Contar
Sou teu anjo, teu caminho,
Teu carinho e proteção.
Sou errante, inconstante,
Sou partida, sou a volta,
E na volta, sou pecado,
Sou amado, sou paixão...

Se ausente, sou saudade,
Se presente, realidade,
Que se faz em mil desejos...
E no sabor da vontade,
Por te amar assim verdade,
Vivo a cobrir-te de beijos...

Não sou mais só um caminho,
Sou também um descaminho,
Um querubim pecador...
Que ao encontrar-te no ninho,
Faz um primeiro carinho,
E torna-se o Anjo do Amor...

E ao perder-me na paixão,
Esqueço minha missão,
E em humano me faço...
Busco a seiva em teu regaço,
Pois sou carne e coração,
Tornei-me um ANJO DEVASSO!...


ÀNGEL PERVERSO



Soy tu ángel, tu camino,
Tu cariño y protección.
Soy errante, inconstante,
Soy partida, soy la vuelta,
Y a la vuelta, soy pecado,
Soy amado, soy pasión...

Se ausente, soy añoranza,
Se presencia, realidad,
Qué se hace en mil deseos...
Y en el sabor de la ganas,
Por amarte así verdad,
Vivo a cubrirte de besos...

No soy más sólo un camino,
Soy también tu perdición,
Un querubín pecador...
Qué al encontrarte en el nido,
Hace un primer cariño,
Y se vuelve el Ángel del Amor...

Y al perderme en la pasión,
Olvido mi misión,
Y en humano me hago...
Busco la savia en tu regazo,
Pues soy carne y corazón,
Me volví un ÁNGEL PERVERSO!...





ANJO MULHER

ANJO MULHER

                  Edson C Contar

Abandona a ilusão, a inocência,
Entrega-te aos profanos sentimentos,
Transforma tuas asas em amarras
E apega-te a vida um momento...

Pois que anjo vieste por acaso...
Tens no sangue o pecado a latejar,
Tens na face a imagem da volúpia
E a tentação se desenha em teu andar...

Despe tuas asas e entrega ao poeta
O segredo da paixão que tens guardada...
Que ele paire no enlevo da poesia,
Imaginando-te por ele apaixonada...
Pois só poetas tem o dom, o privilégio
De um anjo mulher
A proteger sua caminhada.
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A FACE DA MINHA SOLIDÃO


Face da minha Solidão

               Edson C Contar
Quando retorno ao meu aconchego
Ela me espera no portão,
Me abraça e me beija...
E entramos em nosso mundo silencioso
Sem contrastes, sem discórdias,
Sem contratempos, sem medos...

Há entre nós um diálogo mudo,
Uma parceria de tema e concordância
Um acordo mútuo de inicio e fim
Um pacto de vida e alegria,
De pecado e perdão

Ela é linda e feliz
Tem segredos como os meus
Canta minhas músicas
Declama meus versos
Lê para mim,
chamando o sono que me descansa...

E adormece comigo
Em meus sonhos vazios.


MINHA CANÇÃO


MINHA CANÇÃO

Deixa que eu cante,
Sem regras, sem rimas,
Sem ter com palavras,
A menor preocupação.
Deixa que eu faça,
Em letras pequeninas,
Minha simples seresta,
doce canção...

Que na letra que eu faço,
Não se prenda o espaço,
Nem cadência ou harmonia,
No grafar a melodia...

Que a minha partitura
Seja o teu coração,
E nele fique gravada,
Para ser sempre lembrada,
Cada nota cantada,
Por corais em tom paixão...

E quero ser o maestro,
A conduzir esse canto,
A reger teu encanto,
Que se fez em melodia.

E em envolvente ardor,
Que no mundo todo ecoe,
E no universo ressoe,
Minha canção de amor...

         Edson Carlos Contar




UMA FLOR NA MADRUGADA


UMA FLOR NA MADRUGADA

                   Edson Carlos Contar


Eis que bate a tua janela um mensageiro
E traz consigo uma flor inesperada...
Que te destina um menestrel apaixonado,
Por quem voce também se diz apaixonada...

E pela fresta da janela entreaberta,
O vento traz uma canção desesperada.
É o menestrel que canta triste, lá de longe,
E vem no sonho te buscar na madrugada...

Sinta o perfume desta rosa oferecida,
Ouça a canção cujo motivo é saudade,
Deixa a janela entreaberta toda a vida...
Guarda esta flor,
Que é meu amor,
Na eternidade....



UM POETA PARTIU...


Um poeta partiu...

Não gosto da morte que leva poetas...
É egoismo dos anjos, quererem para si os bardos que aliviam tantas dores e sofrimentos na terra, despertam amores, cantam belezas e enfeitam em flores o cenário da vida.
Resta-nos o consolo de saber que o poeta parte mas deixa gravados os versos que não se apagam com o tempo.
Estes sim, são imortais!!!...Ficam nos livros, nas flores e na melodia do vento a sussurar canções de amor...

Um poeta partiu!...
Hoje tem sarau no céu...Aqui, um momento de silêncio e saudade...

Edson C Contar









VAI SAUDADE...


VAI SAUDADE...

Leve minhas dores e desalentos...
No caminho,visite a lembrança
E peça a ela meus bons momentos...

Passe na recordação,
Resgate meu coração,
com meus velhos sentimentos...

Na volta, deixe as tristezas,
as mágoas e as contrariedades,
também as minhas feridas,
num canto qualquer da cidade...
Traz para mim só alegrias,
Sorrisos e afetividade...
E para minha alma sofrida,
Traga paz...serenidade...

                        Edson C Contar




VOU-ME EMBORA PRA PARNASO


"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei..."
                              Manuel Bandeira


VOU-ME EMBORA PRA PARNASO
                                   Edson C Contar

Bandeira foi para Pasárgada,
porque lá é amigo do rei...
Eu me vou para Parnaso,
porque lá é melhor, eu sei...

Lá estão meus companheiros...
É lá que encontro abrigo
entre artistas libertários,
irmãos e fiéis amigos.

Não quero rei ou rainha,
Presidente, imperador....
Quero ser livre ,independente...
Ser da paz um escultor,
Cantar, fazer poesias,
ser meu próprio ditador...

Em Parnaso ser meu dono,
Ser meu rei e meu senhor.
Vou-me embora para Parnaso
Lá está meu grande amor !





VAI, POESIA!!!!

Edson C Contar

Voa, busca o teu caminho...
És livre, tens que voar,
Aqui já termina o outono,
É momento de migrar...

Vai, poesia sem dono,
pois que és obra divina...
Vai nas asas d'aves tantas,
encantar outras paragens,
numa missão peregrina.

Corre mundo, se traduza,
leva o canto da paixão,
leva o pranto de uma musa,
e do amor esta canção...

Voa longe, poesia
revoa também os conflitos,
cala a dor e o desencanto,
infunde nos corações,
da fraternidade, o canto
dos versos aqui escritos.

Leva a paz, leva a esperança...
Escreve nas nuvens os versos,
a rima da alegria, a mensagem...
para que os anjos declamem...
voa,voa, poesia!...
Vá em paz!...Boa viagem!